27 de janeiro de 2026

“O PADRÃO JAPONÊS QUE MARCOU UMA GERAÇÃO” – MSX

APRESENTAÇÃO:

O MSX foi lançado oficialmente em 1983, no Japão,
como um padrão de computadores domésticos
criado pela Microsoft em parceria com a ASCII Corporation.
Diferente de consoles, o MSX não era um único aparelho,
mas um padrão adotado por diversas fabricantes
como Sony, Panasonic, Philips, Yamaha, Sharp e Gradiente.
O objetivo era criar um sistema unificado,
com hardware e software compatíveis entre si.
O MSX teve grande sucesso no Japão, Europa e América Latina,
tornando-se um dos computadores mais populares dos anos 80.

Este é o modelo do MSX da Gradiente.

HISTÓRIA:

No início da década de 1980, o mercado de computadores pessoais
era bastante fragmentado, com sistemas incompatíveis entre si.
A Microsoft, liderada por Bill Gates, viu nisso uma oportunidade
e idealizou um padrão que unificasse hardware e software.
Assim nasceu o MSX, um computador acessível, padronizado
e capaz de rodar os programas independentemente do fabricante.
O sistema utilizava processadores Zilog Z80
e tinha como sistema operacional o MSX-DOS,
além de uma linguagem BASIC integrada.
Graças à padronização, desenvolvedoras como Konami,
Hudson Soft e Compile puderam criar jogos
e aplicativos que funcionavam em qualquer MSX.
O sucesso fez o padrão evoluir para MSX2, MSX2+ e TurboR.

Este era o “PC gamer” dos anos 80, um conceito famoso atualmente.

BRASIL:

No Brasil, o MSX chegou oficialmente em meados dos anos 80,
através da Gradiente, com o Expert XP-800 e XP-801.
Ele se tornou extremamente popular no país,
sendo muito utilizado para jogos, para estudos e programação.
Durante a reserva de mercado da informática,
o MSX foi uma das principais portas de entrada
para a computação doméstica,marcando a infância
e adolescência de muitos brasileiros.

Estes são alguns dos acessórios gamers para o MSX.

ACESSÓRIOS:

Cartuchos:
Os jogos e programas eram distribuídos em cartuchos,
que permitiam carregamento instantâneo, sem tempo de espera.

Fitas Cassete:
Uma alternativa mais barata, porém lenta,
utilizada para armazenar jogos e programas.

Drives de Disquete:
Introduzidos principalmente no MSX2,
trouxeram mais praticidade e capacidade de armazenamento.

Joysticks:
Compatíveis com o padrão Atari,
o que facilitava o uso de controles já existentes.

Expansões:
Incluíam módulos de memória, placas de som
e até interfaces MIDI.

Estes são alguns modelos de MSX, MSX2, MSX2+ e MSX TurboR.

MODELOS:

MSX:
Modelo original, com gráficos simples e foco educacional.

MSX2:
Lançado em 1985, trouxe melhorias gráficas significativas,
mais cores, resolução maior e melhor suporte a jogos.

MSX2+:
Uma evolução intermediária com pequenos aprimoramentos.

MSX TurboR:
O modelo mais poderoso da linha, lançado no início dos anos 90,
com processador mais rápido e recursos avançados.

O MSX teve uma boa biblioteca de jogos na época.

A SEXTA-FEIRA CLÁSSICA RECOMENDA:

Metal Gear (MSX2)
Metal Gear 2: Solid Snake (MSX2)
Bomberman (MSX1)
Parodius (MSX2)
King’s Valley (MSX1)
King’s Valley II (MSX2)
Knightmare (MSX1)
Zanac (MSX1)
R-Type (MSX2)
Contra (MSX2)
Nemesis (Gradius) (MSX1)
Gradius 2 (MSX2)
Aleste (MSX2)
Penguin Adventure (MSX1)
The Maze of Galious (MSX1)
Salamander (MSX2)
Vampire Killer (MSX2)
Ys I & II (MSX2)
Snatcher (MSX2)
SD Snatcher (MSX2)
Dragon Slayer IV: Drasle Family (MSX1)
Fray in Magical Adventure (MSX2)

Estas são excelentes publicações para quem quer conhecer melhor o MSX.

CONCLUSÃO:

O MSX não foi apenas um computador,
mas um verdadeiro fenômeno cultural e educacional.
Ele ajudou a formar programadores, jogadores e desenvolvedores,
serviu como base para franquias lendárias como Metal Gear.
Seu impacto foi especialmente forte no Japão e no Brasil,
onde até hoje é lembrado com carinho pelos fãs de jogos retro.
O MSX provou que padronização, acessibilidade e criatividade
podem deixar um legado eterno na história dos videogames
e da computação.

SFC – Onde quase todo dia é Sexta-feira!