23 de outubro de 2026

“CONTEMPLEI O MONSTRO QUE EU HAVIA CRIADO” – FRANKENSTEIN

FICHA TÉCNICA:

Titulo: Frankenstein
Autora: Mary Shelley
Gênero: Romance Gótico / Horror / Terror / Ficção científica
Editora: Diversas*, destaques para a Darkside,
famosa pelas suas edições de luxo e de colecionador
e L&PM pelos seus livros compactos.
Publicação: 1818
Possui Gravuras?: Sim.
Algumas menções de edições ilustradas:
Frankenstein: Monster Edition, da Darkside,
ilustrada por Bernie Wrightson,
também da Darkside, Frankenstein – Deluxe edition
também possui gravuras, estas de Pedro Franz,
e outro destaque seria Frankenstein: Edição Luxo da editora Excelsior.
Número de Páginas: Varia de acordo com a editora.
De acordo com a edição possui de 250 a 400 páginas

*Por ser domínio público várias editoras
tem sua versão traduzida da obra.

RESENHA (SEM SPOILERS):

O livro conta sobre o Dr. Victor Frankenstein,
um médico e cientista que movido pelo seu orgulho e ambição
quer conquistar a fama fazendo o que mais ninguém conseguiu fazer:
Dar vida a um ser inanimado.
Após anos de estudo ele consegue dar vida
a uma criatura formada por partes de corpos de cadáveres,
mas horrorizado com a aparência do Ser, o Médico a abandona
condenando-o a uma vida solitária e cheia de rejeição.
A criatura, que nasce dotada de uma inocência,
torna-se vingativo após perceber o horror que causa às pessoas.
Ao contrário do que a cultura popular geral
apresenta do monstro de Frankenstein,
ele está longe de ser aquele assassino irracional.
É sim, dotado de uma força descomunal,
tem 2,50 metros de altura,
mas não possui aquela pele verde eternizada nos filmes,
a própria escritora o descreve
mais como um tom amarelado de pele.
Podemos dizer que os temas centrais do livro
são questões éticas com relação à criação da vida,
onde reside a maior monstruosidade,
na aparência do ser criado
ou na ambição e orgulho desmedidos de seu criador?
Recomendo muito a leitura deste livro,
não só pelas questões que ele levanta,
mas para tomar conhecimento da real natureza
deste personagem tão explorado pela nossa cultura.

Resenha escrita ao som de Alice Cooper – Feed my Frankenstein

NOTAS E CURIOSIDADES:

O Livro surgiu de um desafio,
quando um grupo de escritores ingleses
se reuniu em uma casa na Suíça.
Eram Eles Percy Shelley e sua esposa Mary,
o Poeta Lord Byron e John William Polidori.
Eles fizeram uma competição
para ver quem escreveria a melhor história de terror

O livro tem sido adaptado para diversa mídias.
Na verdade o personagem é um dos mais utilizados
e tem sido tomado como referência e inspiração
por renomados autores, como Tim Burton,
que o utilizou como referência para a criação
do personagem Edward Mãos de Tesoura
e Junji Ito com a obra ilustrada Frankenstein.

No cinema, das incontáveis obras adaptadas,
temos Frankenstein de Mary Shelley, de 1994,
com Robert de Niro e Kenneth Branagh,
que é considerada uma das adaptações mais fiéis ao romance,
e por outro lado a Sátira dos filmes de terror
O Jovem Frankenstein de Mel Brooks, de 1974.
Não podemos deixar de mencionar o Filme Frankenstein de 1931,
imortalizado por Boris Karloff,
e sua sequência A noiva de Frankenstein de 1935.
E não para por aí.
Temos adaptações diversas para os quadrinhos, Teatro,
Desenhos animados e na música também,
com a ópera rock The rocky Horror Picture Show.

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