25 de julho de 2026

“A MÚSICA MAIS BONITA NASCE DE DENTRO DA GENTE.” – CHICO BENTO: VIOLA

FICHA TÉCNICA:

Nome original: Chico Bento: Viola
Gênero: Graphic Novel
Editora: Panini
Arte: Orlandeli
Roteiro: Orlandeli
País de Produção: Brasil
Número de Páginas: 96
Ano de Publicação: 2025

RESENHA (SEM SPOILERS):

Chico Bento descobre que seu avô Firmino,
que ele não conheceu, foi um grande violeiro.
Fascinado para saber mais dessa história,
ele recebe a Viola dele, que tem apenas um par de cordas!
Então, mais do que aprender a tocar o instrumento,
o menino vai estabelecer uma conexão sem volta com suas origens.

Chico Bento: Viola é uma obra sensível e cheia de emoção
que mostra um lado mais profundo do Chico Bento.
Diferente das histórias mais leves e humorísticas,
aqui temos uma narrativa mais focada nos sentimentos,
na solidão e na forma como a música pode expressar
aquilo que as palavras não conseguem.

Com arte e roteiro de Orlandeli, a HQ traz um traço simples,
mas extremamente expressivo,
que combina perfeitamente com o clima da história.
A ambientação na roça é retratada de forma poética,
valorizando o silêncio, a natureza
e os pequenos momentos da vida.
Se você gosta de histórias que tocam o coração,
Chico Bento: Viola é uma leitura imperdível.

Texto realizado ao som de Elis Regina – Romaria

NOTAS E CURIOSIDADES:

Essa é a trigésima quinta graphic novel do selo Graphic MSP.

Referências visuais à Turma da Mônica:
Mesmo sendo uma história mais isolada,
dá pra notar pequenos elementos que remetem ao universo maior
criado por Mauricio de Sousa, como objetos, cenários
e até expressões que lembram outras versões do Chico Bento.

Ritmo da leitura imita música:
A forma como os quadros são organizados
funciona quase como uma “partitura”.
Sequências mais silenciosas e espaçadas
representam pausas musicais,
enquanto quadros mais próximos
sugerem ritmo mais intenso,
um detalhe sutil ligado ao tema da viola.

Natureza como reflexo emocional:
Preste atenção no ambiente:
o clima, o vento, as árvores e até a iluminação
mudam de acordo com o estado emocional do Chico.
Isso funciona como uma narrativa paralela, sem precisar de diálogo.

Há páginas com pouquíssimos ou nenhum diálogo.
Isso é proposital: o silêncio é um “easter egg narrativo”,
mostrando que nem tudo precisa ser dito,
reforçando o tema da música como linguagem.

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