3 de março de 2026

“A ESCURIDÃO É UM LUGAR PERIGOSO” – OS SETE

FICHA TÉCNICA:

Titulo: Os Sete
Autor: André Vianco
Gênero: Fantasia / Terror / Romance sobrenatural
Editora: Novo Século / Aleph
Publicação: 1999
Número de Páginas: Novo Século 379 páginas / Aleph 432 páginas

Existe uma sequência para este livro, Sétimo de 2002

RESENHA (SEM SPOILERS):

“tem gente que não acredita em vampiros…”
É o máximo de Spoilers que vamos ter por aqui,
mas sem problemas, a frase está na capa do livro,
para quem quiser ler.
E saber que o livro é sobre vampiros nada atrapalha na leitura.
Aliás, já é esperado.

Em uma cidade do litoral do Rio Grande do Sul,
a fictícia Amarração, dois mergulhadores
encontram destroços de uma caravela naufragada.
Dentro dela uma caixa de prata com sete palavras escritas.
Inverno, Acordador, Tempestade, Lobo, Espelho, Gentil e Sétimo.
Inscrições na caixa avisam que ela nunca deverá ser aberta,
pois um grande mal foi trancado lá dentro.
Ao abrirem descobrem os restos mortais de sete indivíduos
e, após um incidente, um dos corpos passa a dar sinais de regeneração.
Paralelo a este fenômeno, um frio nunca antes visto começa a assolar o local,
mas para aqueles cientistas o sobrenatural estava fora de questão.
O livro vai contar a história destes vampiros,
acordados longe de sua terra natal,
e das pessoas que se esforçam para acabar com esse mal…
ou sucumbir a ele.
O interessante na narrativa de Vianco,
além da ambientação das histórias, são as passagens dentro do livro,
pequenas histórias de pessoas que vão dando maios cor à narrativa,
micro contos dentro de uma obra maior,
mas com o assunto central em comum.
E todas estas narrativas vão convergindo para um final surpreendente.

Resenha escrita ao som de Nenhum de nós – Sangue Latino

NOTAS E CURIOSIDADES:

André Vianco publicou esta obra em 1999,
usando recursos próprios,
o FGTS que veio de sua demissão
da empresa de cartões de crédito onde trabalhava.

Os livros da série crepúsculo,
onde os vampiros também apresentam certos poderes,
somente foram publicados em 2005,
mesmo assim, muitas pessoas dizem que Vianco plagiou
as habilidades especiais de seus vampiros.
Eu particularmente acho a explicação de Vianco
para os poderes bem fundamentada,
enquanto Meyer deixa bem em aberto.

Existe um diálogo de Miguel, o vampiro menos violento do grupo,
Com Thiago, um dos protagonistas humanos,
onde ele explica a origem dos vampiros do Douro e de seus poderes.

Aliás, Vianco não é o sobrenome do autor,
ele usa esse sobrenome em homenagem à mulher
que dá nome a uma das principais ruas de Osasco,
Dona Primitiva Vianco.

Essa obra de Vianco já foi tema das noites do terror
do antigo parque de diversões Playcenter em São Paulo,
e dizem que seus direitos já foram vendidos
para produção de uma obra audiovisual.

O autor é considerado, junto com Max Mallmann,
Raphael Draccon e Eduardo Spohr,
um dos principais autores de fantasia do século XXI.
Morador de Osasco, costuma ambientar seus romances
nas ruas da cidade e de São Paulo,
mas não deixa de fora de seus distópicos mundos apocalípticos
outros locais no Brasil, como a ilha de Marajó, Natal, Rio de Janeiro,
além de diversa pequenas cidades pelo Brasil,
ideais para servir de pano de fundo para lendas de criaturas sobrenaturais.
Essa utilização de locais conhecidos ajuda na imersão,
no meu caso passei boa parte da minha infância
e adolescência nos cenários dos livros.

Os vampiros encontrados na caixa de prata são:
Inverno: Guilherme
Acordador: Manuel
Tempestade: Baptista
Lobo: Afonso
Espelho: Fernando
Gentil: Miguel
Sétimo: Irmão de Miguel, muito pouco sabem sobre ele.
Os poderes obtidos tem a ver com o apelido recebido pelos vampiros,
exceto Gentil e Sétimo, que terá um livro inteiro
para o personagem ser desenvolvido

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