14 de abril de 2024

“CÃO QUE LADRA NÃO MORDE” – CUJO

FICHA TÉCNICA:

Titulo: Cujo / Cujo – Cão Raivoso
Título Original: Cujo
Autor: Stephen King
Gênero: Ficção / Drama / Romance / Suspense
Editora: Editora Record (1982) – Suma (2016)
Publicação: Original 1981
Número de Páginas: 376 páginas

Se possível leia o Livro “A Zona Morta” antes.
Existem algumas referências neste livro,
mas a leitura não é essencial, só recomendada.

RESENHA (SEM SPOILERS):

A história se passa em Castle Rock, cidade tema de vários livros do autor.
Frank Dodd, o serial killer que apavorou a população por algum tempo está morto
e todos respiram aliviados, sendo que dele não sobrou nada mais
que lendas urbanas usadas para assustar crianças.
Uma destas crianças é Tad Trenton, filho de Vic e Donna, ele tem 5 anos
e acredita que o Espírito de Frank Dodd o observa da porta do armário do seu quarto.
Essa é uma das poucas passagens sobrenaturais do livro,
que tem seu terror em causas bem naturais, que poderiam acontecer a qualquer um,
basta uma sequência de fatos dando errado.
Vic e Donna estão atravessando uma crise, Vic descobre que Donna teve um caso,
graças ao amante vingativo, que quis prejudicá-la por ter sido deixado de lado,
e ele vai precisar viajar para Nova York para resolver alguns problemas
de um dos clientes da sua agência de publicidade.
Do outro lado da cidade mora Joe Camber, em uma fazenda afastada.
Ele é o mecânico da cidade, um homem rude e grosseiro,
cuja esposa acabou de ganhar um prêmio na loteria,
que ela usa como moeda de troca para viajar à casa da irmã com o filho,
na esperança de afastá-lo um pouco da má influência do pai.
A família Camber possui um cão São Bernardo, Cujo
(nome dado por Joe, apelido de um ladrão de bancos) totalmente dócil,
e que adora correr atrás de coelhos.
Em uma destas perseguições tudo dá errado e o coelho se esconde em uma caverna
cheia de morcegos portadores do vírus da raiva e um deles morde o focinho de Cujo.
Aí as coisas começam a dar terrivelmente errado.
Nesta onda de azar, Donna se vê encurralada, presa com o filho em um carro
que acabou de dar seu último suspiro em uma oficina vazia,
exceto por um São Bernardo raivoso.
O que eu gosto bastante neste livro, é a narrativa onde o autor entra na mente do cão,
passando o ponto de vista dele em virtude de tudo que está acontecendo,
e o motivo irracional do ódio que ele transfere às pessoas que cruzam o seu caminho.

Resenha escrita ao som de Barão Vermelho – Rock do cachorro morto

NOTAS E CURIOSIDADES:

Em 1983 foi feita uma adaptação do livro para o cinema.
Até que conseguiu levar bem a tensão do tema adiante,
mas o final do filme não é o mesmo do livro.
O filme tem um final covarde que aparenta
não querer cair na desaprovação do público que gostaria de um final feliz.

O livro é um dos livros do ciclo de Castle Rock,
cidade onde alguns livros do autor se passam,
em alguns casos a cidade é só mencionada.
Há passagens também na obra “A torre negra” de King.

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